Os Fantásticos contam com a Junta de Freguesia do Parque das Nações

5 Mar 2018

O Presidente, Mário Patrício, acredita que o seu trabalho passa por criar melhores condições de vida a quem vive na zona.

highspirit – Como surgiu o seu interesse pela vida pública e o querer trabalhar em prol das populações?

Mário Patrício Desde cedo que me interesso por causas públicas. Nunca tive uma experiência política, esta é a primeira. Já fiz parte de muitas instituições, mais no âmbito desportivo, enquanto dirigente e nas mais variadas formas de colaboração. Este foi um desafio que me foi proposto pelo Presidente da Câmara, que entendeu que eu reunia condições para encabeçar um projecto desta natureza a este território e foi com muito agrado que acedi ao convite. Felizmente correu tudo bem e fomos eleitos. Temos uma equipa multidisciplinar, com várias valências, e estamos a dar o melhor de nós para tentar modificar algumas coisas que entendemos que não estão tão bem… temos uma visão muito crítica deste território, porque todos nós vivemos aqui. Somos 26 pessoas que têm conhecimento efectivo do que é o Parque das Nações.

 

HS – Qual é a missão da Junta de Freguesia?

MP A missão é sempre criar melhores condições de vida àqueles que aqui vivem, que aqui trabalham e também àqueles que nos visitam. Portanto, criar uma melhor comunidade e, no fundo, desfrutar de um território que é valorizado e que foi criado de raiz mas que temos consciência que há coisas a melhorar.

 

HS – Há quase 20 anos que este território foi criado. Cerca de duas décadas depois, qual é a contribuição do Parque das Nações para Lisboa e também para o país?

MP Eu acho que a visão estratégica na altura, da cidade reativar um território que era uma zona industrial com grandes problemas de salubridade, higiene e saúde pública, foi uma medida muito assertiva. Todos nós vivemos agora num território em quem muitos já não têm memória do que era no passado. Eu tive o privilégio de passar a minha infância perto daqui, e muitas vezes vínhamos à aventura para um território desconhecido que era uma zona industrial ao abandono. A prova da diferença é estarmos a ter esta conversa neste local, com um cenário completamente diferente do que era há 20 anos. Só por isso já valeu a pena a visão daquela equipa de trabalho que esteve a candidatar Lisboa a um projecto desta natureza.

 

HS – Tendo em conta este desenvolvimento crescente a que assistimos, há mais pessoas a procurar o Parque das Nações para viver?

MP Nós já estamos num território que é consolidado. A nível residencial já há pouca oferta para além daquilo que hoje em dia existe, não há muito mais espaço para crescermos, do ponto de vista da zona ribeirinha. No entanto, há uma zona a poente que falta dinamizar e consolidar porque ainda há algum espaço para urbanizar e para criar novos equipamentos. Contrariamente ao que foi pensado há 20 anos, cuja gestão foi orientada para o privado, aos dias de hoje existe um grande défice de equipamentos públicos. Espero que o espaço que falta urbanizar venha suprimir as lacunas que agora são identificadas e das quais há uma necessidade muito grande da população em poder ter mais equipamentos ao seu serviço.

 

HS – Que projectos é que a Junta de Freguesia tem pensados para a promoção do bem-estar e de uma vida saudável?

MP A Junta de Freguesia já tem implementado alguns projectos como o Parque Saudável, que é um projecto que dinamiza a actividade física com os séniores. Estamos em fase de implementação de Academias de Desporto que passam por termos uma oferta desportiva virada não só para as crianças mas também para os séniores porque, hoje em dia, o bem-estar, a saúde e o desporto têm de estar interligados. Não pode haver uma destrinça dos mais jovens e das crianças com os mais velhos. Tudo o que consigamos implementar vai no sentido de ter um programa diversificado do ponto de vista etário, ou seja, temos de abranger todos os escalões etários e é isso que estamos a fazer. Já que não temos equipamentos públicos, temos um espaço público de excelência e queremos trabalhá-lo. Já reunimos com a Câmara Municipal de Lisboa e pretendemos ter acesso mais aberto à doca dos Olivais onde possamos implementar uma Academia de Desportos náuticos porque temos uma frente ribeirinha fantástica e que, não basta contemplá-la do ponto de vista visual, temos de pôr a população dentro do rio e a fazer actividade física nele.

 

HS – O espaço natural da freguesia é uma grande mais valia?

MP Sim. Foi pensado desta forma e quem o projetou teve a capacidade de fazer com que as pessoas se sintam atraídas pelo local. Quem vem de fora sente sempre um carinho especial e aqueles que cá vivem também gostam e são muito proactivos na sua defesa. Estão muito despertos para os problemas que aqui ocorrem e se existe alguma coisa que está menos bem são os primeiros a chamarem-nos a atenção para que nós possamos tentar retificar o mais rápido possível e fazer com que essas anomalias sejam identificadas.

 

HS – Qual é o seu highspirit?

MP Eu sinto-me realizado quando consigo criar bem-estar e resolver alguns problemas das pessoas. É a forma de estar e podermos ajudar o próximo que é o meu highspirit. Gosto de estar em família mas se puder fazer algo mais pelos outros, independentemente de estarmos a falar ou não deste território… Penso que se pudermos, na nossa vida, marcar o destino de alguém é reconfortante para nós enquanto humanos.

 

HS – Porque é que Somos Por Todos?

MP Faz todo o sentido sermos por todos, porque se dermos a mão àquele que está ao nosso lado e conseguirmos puxá-lo para um patamar de conforto, de melhor qualidade de vida, estamos a fazer um trabalho comunitário de excelência. Foi isso a que nos propusemos quando nos apresentaram este desafio e formámos uma equipa para liderar esta junta de freguesia, é precisamente isso. Foi criarmos condições para ajudar o próximo e criarmos uma comunidade mais forte e mais solidária.

 

 

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