Uma Associação de Pais nos Fantásticos

13 Feb 2018

A Presidente, Drª Rita Jerónimo, realça o quão é importante os pais manterem uma postura activa na vida escolar dos seus filhos.

highspirit – Como é que concilia os filhos, o trabalho e a presidência da Associação?

Rita Jerónimo – Ter filhos, trabalhar a tempo inteiro e ser Presidente da Associação de Pais não é fácil, mas é como se diz: “quem corre por gosto não cansa”. De facto, a participação dos pais na escola, no projecto educativo dos filhos, é muito importante. É um trabalho comunitário do mais importante que podemos ter, pois a nossa participação cívica passa muito por aí e escolhi intervir nesta área, mas não é fácil. A Associação de Pais implica muita disponibilidade e penso que se não trabalhasse noutro lado conseguiria ocupar todo o meu dia só com a Associação. Há sempre projectos e ideias que podemos lançar, há sempre algo a fazer. No dia em que não houver nada para fazer nas escolas estamos todos muito bem e penso que esse dia ainda está longe, mas vai-se conseguindo e é um trabalho muito gratificante. Apesar de hoje os nossos filhos não nos agradecerem, sei que um dia mais tarde irão fazê-lo.

 

HS – Qual a principal missão da associação de pais?

RJ – A Associação tem três missões. Uma é a institucional a outra a da informação, e uma outra ainda é fazer iniciativas para os pais. Sobre a institucional, enquanto representante dos pais, participamos no conselho geral do Agrupamento, onde são aprovados o orçamento e o plano educativo. Fazemos também parte de outros órgãos, como a supervisão das componentes de apoio à família e de auto-avaliação da escola. Na missão da informação, uma parte central que engloba a circulação de informação entre os pais, nós recolhemos os problemas, inquietações, preocupações… mas também satisfações e comentários que os pais queiram fazer em relação à escola e transmitimo-las à direcção do Agrupamento. Fazemos reuniões com os representantes de turma para estarmos informados e somos por isso uma plataforma de circulação de informação entre os pais. Um papel importante que passa também por estimular a participação dos pais no projecto educativo da escola. Este ano conseguimos bastantes mais associados com algumas iniciativas que organizámos. Nós gostávamos que os pais fizessem efectivamente parte de uma forma construtiva, contribuindo com ideias e a sua presença para que a escola seja cada vez melhor para os nossos filhos, porque no fundo este é o objectivo mais importante. Por último as iniciativas. Fazemos questão de realizar todos os anos uma festa de acolhimento aos novos pais. Estes quando chegam à escola não a conhecem e não sabem dos procedimentos, assim, como pais mais antigos, recebemo-los e enquadramo-los no funcionamento da escola. É uma maneira simpática para que não se sintam perdidos e afastados da escola. Também temos algumas iniciativas mais na área da formação, onde fazemos workshops e encontros. Já fizemos sobre o acompanhamento escolar dos pais em casa, sobre o sono, sobre a segurança na internet… alguns temas que pensamos pertinentes e interessantes. Vai havendo e cada vez mais participação dos pais. Já temos feito iniciativas com bastante sucesso e é para continuar por aí. Em termos de funções e missão, são estes os nossos três campos.

 

HS – Neste âmbito, de que forma é que os pais podem participar na educação dos filhos?

RJ – Os pais aderem muito quando há eventos e iniciativas e acaba por ser uma forma de se envolverem e fazerem-se associados da Associação, de saberem o trabalho que estamos a desenvolver e depois mais tarde acabam por vir às nossas assembleias e iniciativas. Depois, em termos concretos, no dia-a-dia da escola dos filhos, havendo cada vez mais a consciência de que a participação é importante, há pais a lançarem ideias e a pedirem a ajuda da Associação para determinados aspectos que depois levamos à direcção do Agrupamento e vamos conseguindo assim mudar alguma coisa. Às vezes são coisas muito pequenas, mas que acabam por fazer a diferença no dia-a-dia dos miúdos. Depois há as maiores que têm a ver mais com a política educativa e que também podemos ter uma participação. A freguesia está a pensar criar um conselho de educação e aí os pais poderão ter uma participação mais séria. Há questões de fundo, mas é também nas pequeninas que podemos fazer toda a diferença.

 

HS – Os pais conseguem ajudar a escola, de forma clara?

RJ – Sim! Se eu não acreditasse que os pais conseguem ajudar não fazia sentido estar aqui. Eu acredito seriamente que os pais podem ajudar e têm um papel muito importante e, se mais espaço de actuação tivessem, mais poderiam fazer.

 

HS – Qual é o seu highspirit?

RJ – É uma pergunta difícil… penso que é o empenho. O empenho e a vontade de fazer qualquer coisa em prol da comunidade e neste caso específico da escola, a escola dos meus filhos.

 

HS – Porque é que Somos Por Todos?

RJ – Só faz sentido sermos por todos. Não faz sentido sermos de outra forma. Revejo-me muito no lema de que 'Somos Por Todos'. Eu também sou por todos.

 

 

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