Fantásticos contam com a Federação Portuguesa de Tiro com Arco

12 Feb 2018

Drª Graça Coelho explica as mais-valias desta modalidade e deixa o convite para que todos a experimentem no HighSpirit.

highspirit – Como foi o seu primeiro contacto com o Tiro com Arco?

Graça Coelho – Foi por volta do 25 de Abril. Os alunos não tinham aulas e apareceu esta actividade da Federação de Tiro com Arco aqui no Jamor. Fui experimentar e fiquei fã!

 

HS – Começou logo a competir?

GC – Não, não comecei logo a competir. Depois desta experimentação ainda estive uma série de anos sem fazer tiro com arco. Era da ginástica e dedicava-me inteiramente a essa modalidade. Depois, houve uma altura em que trabalhava num clube e já estava um pouco cansada de tanta ginástica e precisava de algo que, literalmente, não tivesse nada que ver com ginástica… algo só para mim e para eu fazer sem ser de forma profissional, como lazer. Vendo as actividades que havia no clube, descobri com grande satisfação que havia tiro com arco e fui experimentar e depois fiquei. Fui treinando, fui a competições e cheguei a ser campeã nacional na minha categoria. Deixei de praticar a modalidade porque tive de sair do país e na cidade onde eu estava não existia tiro com arco. Por causa disso, acabei por implementar lá a modalidade!

 

HS – Quais são os objectivos da Federação Portuguesa de Tiro com Arco?

GC – Nós temos dois objectivos principais. Um é a expansão da modalidade por todo o país, porque está essencialmente concentrada em Lisboa e na zona norte, junto ao Porto. Existem alguns clubes nas zonas de Viseu, Castelo Branco e Tavira, mas há uma área muito grande que não tem nenhum clube de tiro com arco, portanto pretendemos expandir pelo país todo esta modalidade. O outro grande objectivo é a reentrada da Federação Portuguesa de Tiro com Arco, e dos seus arqueiros, nos Jogos Olímpicos, porque há dez anos que não temos atletas em Jogos Olímpicos. O último foi em 2008, nos Jogos de Pequim.

 

HS – Para quem é leigo nesta matéria, como é que explicaria o que é o tiro com arco?

GC – O tiro com arco é uma modalidade de precisão. Pode ser praticado dos 6 aos 80. A nossa arqueira mais nova tem 8 anos e o mais velho tem 76 e continua a ir a provas e a ser um bom arqueiro. Só têm que se deslocar a um clube ou irem a uma acção de divulgação e a partir daí tomarem contacto pela primeira vez com o arco, as flechas, o abrir o arco… e depois procurarem um clube na sua zona para se integrarem ou então num núcleo do desporto escolar na sua escola. O tiro com arco é uma modalidade excelente para se implementar nas escolas, pois desenvolve muito a concentração dos alunos e o respeito pelas regras. Há regras rigorosas de segurança e nenhuma delas pode ser posta em causa, têm de ser cumpridas rigorosamente. Têm de aprender o respeito pelas regras e o respeito pelo outro. Se estou aqui, por exemplo, não posso deslocar-me para a frente da linha de tiro quando me apetece ou não posso atirar se tenho pessoas à minha frente, tenho que esperar tranquilamente que venham para o seu lugar.

 

HS – Tendo em conta estes objectivos, quais são as acções que a Federação desenvolve para a expansão e promoção da modalidade?

GC – Temos vários pontos de actuação. Antes de mais nada, para haver novos núcleos de tiro com arco é preciso haver quem ensine. Podemos ter instalações, potenciais atletas, vontade de se fazer, vontade de alguma instituição ou clube em ter esta actividade… mas se não houver quem ensine, não consegue abrir. Temos de formar treinadores e essa formação pode ser por duas vias: uma são os treinadores do desporto federado, que têm cursos validados e credenciados pelo IPDJ; a outra vertente é na área dos professores de educação física, porque quem melhor do que eles para espalharem a modalidade pelo país? Nós temos previstas acções de divulgação em universidades que estejam abertas a receber-nos para fazer acções junto dos alunos, pois estes serão os futuros professores. Mas também junto de professores que já estão a leccionar nas escolas, através dos Centros de Formação do Ministério da Educação e aí é exclusivamente para professores no ativo. Aprendem os rudimentos da modalidade, como iniciá-la, como abrirem núcleos do Desporto Escolar e irem tendo cada vez mais formação, pois vão haver três níveis de formação no Desporto Escolar também. Nós aqui, na Federação, também estamos em contacto com eles se assim quiserem. Podem ligar sempre para nós e dizer quais as suas dificuldades para que haja aqui apoio contínuo.

 

HS – Basta haver interesse que a Federação apoia no desenvolvimento da modalidade?

GC – Com certeza que sim! Fazemos várias acções de divulgação nas escolas. Ainda agora tivemos o pedido de umas escolas para irmos lá fazer acções de divulgação e experimentação para todos os alunos e naturalmente que vamos. É só contactarem, vermos as condições e teremos todo o gosto e interesse nisso.

 

HS – Quais seriam os principais apoios que a Federação poderia ter para a persecução dos seus objectivos?

GC – Há sempre vários factores. Para se chegar à alta competição, e quando falo em alta competição estou a pensar em Jogos Olímpicos e campeonatos do mundo, é preciso treinar muito. É preciso haver treinadores qualificados também, para ensinar os jovens que estão num patamar mais elevado. Depois há uma série de acções que a Federação desenvolve ou pode desenvolver junto com outras entidades que apoiam o desporto, como o IPDJ , o Comité Olímpico e outras entidades que possam apoiar, pois tudo isto custa dinheiro. A alta competição custa muito dinheiro. Na área do desporto para todos, para a divulgação, a própria Federação tem um programa de apoio e incentivo à abertura de novos clubes. Aos novos clubes, desde que tenham um treinador com carteira profissional e curso validado pelo IPDJ para poderem entrar nas provas federadas, e um número mínimo de atletas, fornecemos um kit de apoio à abertura.

 

HS – Qual é o highspirit da Federação Portuguesa de Tiro com Arco?

GC – O nosso highspirit é trabalharmos todos de modo benévolo, tanto na Direção, como nos restantes corpos gerentes e divulgar a modalidade por todos. Estamos a pensar fazer aqui no Estádio do Jamor, onde temos um campo de treinos, um protocolo conjunto entre a federação e o IPDJ, através dos responsáveis pelo Jamor, para termos, entre outros, um programa ‘avós e netos’. O HighSpirit faz o programa pais e filhos na outra ponta da cidade, com o apoio da FPTA, o que é excelente. Desde já apelo e convido todos os que estejam naquela zona em todos os fins-de-semana de Março a irem até à Escola EBI JI Vasco da Gama. Estão todos convidados! Vão experimentar pois é uma actividade espectacular e vão divertir-se imenso.

 

HS – Porque é que Somos por Todos?

GC – Porque é assim a natureza humana. Os portugueses são assim, dão-se com facilidade. Nós somos voluntários com facilidade. Os portugueses têm o coração grande e são voluntários desde que a causa lhes toque o coração.

 

 

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