Os Fantásticos aumentam, agora com a Faculdade de Motricidade Humana

9 Feb 2018

A Vice-Presidente da FMH, Prof. Doutora Filomena Carnide, dá conta da importância da investigação para a sociedade.

highspirit – Qual é o principal objectivo da FMH enquanto entidade de ensino que acolhe centenas de alunos a cada ano?

Filomena Carnide – A Faculdade de Motricidade Humana tem como principal missão desenvolver o ensino de qualidade dirigido para os seus estudantes. É para eles que trabalhamos, procurando oferecer um ensino de qualidade em três eixos fundamentais: educação, desporto e saúde. Contamos com 1800 estudantes e o ensino que oferecemos está dividido em diferentes ciclos. Temos cinco cursos de licenciatura, nas áreas das ciências do desporto, da ergonomia, da dança, da gestão do desporto e da reabilitação psicomotora, mais oito cursos de mestrado e dois doutoramentos. O nosso ensino é reconhecido actualmente como de excelência e tal não é alheio ao facto de sermos uma faculdade de investigação. É mesmo com grande orgulho que identificamos que esta investigação tem um reconhecimento internacional assinalável, como pode ser testemunhado nos últimos anos pela visibilidade que tem tido ao nível da comunidade científica e da sociedade. Esta investigação faz-se também com o objectivo de podermos traduzir para a sociedade aquilo que produzimos no dia-a-dia nos vários grupos de investigação que aqui desenvolvem a sua actividade. No fundo, é levar informação sustentada para os profissionais, e também para aqueles que trabalham com determinados grupos de população, sejam as crianças e adolescentes, sejam os atletas, sejam os adultos em vida activa, ou seja ainda a população sénior. Procuramos responder, através do estudo do movimento, àquelas que são as questões fundamentais e relevantes para cada um destes segmentos da sociedade, ou seja, traduzir o conhecimento que aqui é desenvolvido para a sociedade, melhorando assim a prestação dos profissionais e consequentemente melhorando a qualidade de vida dos cidadãos portugueses.

 

HS – Já referiu este grande enfoque na investigação. Quando vêm estudar para a FMH, os alunos estão despertos para esta aposta?

FC – A faculdade tem assumido uma grande visibilidade e o testemunho do impacto que a faculdade tem junto da sociedade, é exactamente a procura de estudantes que anualmente tem vindo a aumentar. Esta visibilidade é dada pelos resultados da investigação e dos projectos de ligação à comunidade que desenvolvemos, por isso eu creio que os nossos estudantes já vêm despertos para uma perspectiva de aprendizagem num contexto diferenciador. Não só numa perspectiva de aprender uma profissão para a qual estão motivados, mas sabendo que este ensino e esta aprendizagem se fazem no seio de uma dinâmica de investigação muito forte. Naturalmente que ingressando na Faculdade de Motricidade Humana, os estudantes têm contacto com os diversos projectos em desenvolvimento e são chamados a participar activamente. Desde os primeiros estadios do ensino que são convidados a envolverem-se nas actividades de investigação que estão a decorrer em cada um dos laboratórios da faculdade e, em função daquilo que são as suas principais motivações, e claro, também de acordo com o seu desenvolvimento académico, quer estejam na licenciatura, mestrado ou doutoramento, assumem um envolvimento diferenciado nesses projetos. A investigação voltada para o estudo do movimento é bastante abrangente, pelo que o estudante facilmente encontrará uma área com a qual se identifica e quem sabe se não será a porta de entrada para aquilo que pode vir a ser o seu percurso académico e profissional futuro.

 

HS – A FMH tem 14 formações contínuas de áreas bastante diferenciadas. Porquê esta oferta? A procura tem sido crescente?

FC – Sem dúvida! Esta oferta de novos cursos de formação pós-graduada que estamos a desenvolver, de média e longa duração, vem responder à procura que particularmente os nossos ex-alunos, mas também outros profissionais, foram manifestando à faculdade numa perspectiva de actualização e numa modalidade de formação que não tem de ser necessariamente conferente a grau, mas que responde ao desafio individual de curiosidade, de actualização de competências… no fundo, a procura de se ser um melhor profissional, sendo esse um dos nossos grandes desígnios. Por outro lado, estas formações pós-graduadas acabam por responder aos desafios societais que se nos oferecem desde há alguns anos e, face a isso, muito provavelmente algumas destas formações acabarão por evoluir para um curso tradicional de 2º ciclo, de mestrado, já conferente a grau académico. Não todos, porque não é isso que procuramos, pois queremos oferecer, tal como nos cursos conferentes a grau, formação de qualidade, actualizada, procurando ter um corpo docente altamente qualificado e especializado nestas novas áreas para as quais estamos disponíveis para oferecer formação. A nossa larga experiência, acabámos de celebrar o 78º aniversário, possibilita-nos estar atentos com facilidade às evoluções de todas as áreas identificadas como prioritárias, quer para os profissionais que aqui formamos, quer para os profissionais que trabalham com determinados segmentos da população, quer também para os próprios cidadãos de uma forma geral.

 

HS – De que forma olha para o highspirit?

FC – Em primeiro lugar, acho que é um projecto inovador. Temos assistido a muitas iniciativas de grande qualidade, mas muito concentradas em objectivos a curto prazo e muito dirigidas para um determinado segmento da população. O highspirit tem o mérito de, para além de influenciar e de procurar passar uma mensagem muito positiva de promoção de estilos de vida activa, juntar diferentes gerações, tirando partido da natureza, da população e também desenvolver, a par da dinamização de actividades de diferente cariz, a área da promoção da actividade física e do desporto. Desenvolve também valores como a família, a solidariedade, a partilha… pôr a comunicar segmentos de população de diferentes idades, sejam eles familiares, sejam eles amigos. Até as pessoas que podemos conhecer nestes momentos de final de semana e que são tão relevantes para a vida das pessoas que vão participar nestas diferentes iniciativas. É com grande orgulho e entusiasmo que assinalo a participação da faculdade nesta iniciativa e que espero que seja mais uma oportunidade para que possamos trabalhar em conjunto com a comunidade e trazer um pouco mais de actividade e também de felicidade a todos aqueles que venham a ser envolvidos neste projecto.

 

HS – Porque é que Somos Por Todos?

FC – Na nossa vida, pessoal e profissional, nós temos uma missão, tal como este projecto. Esta missão só pode ser alcançada se puder ser partilhada, ser desenvolvida por diferentes pessoas, em diferentes áreas da nossa vida, mas sobretudo se ela puder ser dirigida para os outros e para todos. Não só numa perspectiva de inclusão, de a dado momento juntarmos grupos de pessoas, mas que tenha uma marca na vida dessas pessoas e uma marca positiva. Eu creio que nesta acção participada, envolvendo diferente profissionais, nós conseguiremos atingir mais gente e trabalhar para todos, para a sociedade.

 

 

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