Clínica Ecran pertence ao grupo dos Fantásticos

6 Feb 2018

O Director Clínico, Dr. Pedro Jacinto, explica que a complementaridade das diversas especialidades da medicina faz toda a diferença no bem-estar das pessoas.

highspirit – O que o levou a criar uma clínica onde consegue aliar diversas áreas da saúde num só espaço?

Pedro Jacinto – O objectivo deste projecto nasce porque acredito que as pessoas não precisam de ir a uma clínica tratar de uma coisa, ir a outra tratar de outra, depois recebem uma recomendação de um especialista e vão a outra… Cada vez acredito mais que a saúde deve ter todos os cuidados prestados no mesmo espaço, pois o tempo é cada vez mais valioso e cada vez temos menos tempo. A multidisciplinaridade é essencial para que a pessoa chegue a um sítio, trate de tudo e saia de lá feliz.

 

HS – Quais são as principais bandeiras diferenciadoras da Clínica Ecran?

PJ – As características inovadoras que podemos oferecer aos nossos doentes são o plasma rico em factores de crescimento; a recaptação e injecções de colagénio nas disfunções temporomandibulares, as ditas síndromes áudio-disfuncionais da articulação temporomandibular; o reequilíbrio dos músculos e das articulações através da osteopatia e da fisioterapia, são tudo mais valias que podemos oferecer, para além da cirurgia plástica dedicada à reconstrução ou embelezamento da face. Temos aqui um bloco operatório, que conta com uma anestesista para além do cirurgião plástico, onde é possível fazer em ambulatório estes tratamentos. Cada vez há mais procura destes serviços porque a imagem é um todo, a elegância é um todo. Não é só ter uns dentes bonitos e depois ter rugas, pregas, lábios descaídos… cada vez mais as pessoas procuram um todo, mudar a sua imagem e ter uma imagem bonita com que se sintam bem para o seu equilíbrio emocional.

 

HS – Porquê juntar todas estas especialidades tão diferentes, indo desde a medicina dentária às medicinas alternativas?

PJ - Não gosto do termo ‘medicinas alternativas’. De acordo com o novo conceito, são ‘medicinas complementares’ e na medicina todos os actos médicos são o complemento uns dos outros e buscam auxiliar-se no diagnóstico e tratamento das pessoas. Só com essa vertente é que consigo exercer um bom acto médico, fazer boa medicina. Isto porque até aos anos 70/80, a definição da Organização Mundial de Saúde sobre ‘ter saúde’ era ‘ter ausência de doença’. A seguir, veio a designação de ‘saúde circunferencial’ em que ter saúde é não só essa ausência de doença mas também estar bem integrado consigo próprio e com a comunidade, numa diversidade de factores que fazem com que o conceito de saúde seja muito mais abrangente. Depois, há algo que se chama ‘somatizar’ e que passa pelo facto de as pessoas terem um problema social e isso manifestar-se em dores ou outras patologias do foro físico. Assim, só concebo a saúde dessa forma circunferencial, por isso quero ter todos os meios que se adaptem a esse tipo de medicina. Um exemplo: o homem tende a ver o mundo a direito e quando não o vê assim, vai criando posições músculo-esqueléticas na coluna para tentar corrigir. Quando adquire certas posições, começa a ter disfunções na articulação temporomandibular. Aí, em termos de medicina dentária temos uma actuação para o corrigir; depois temos um osteopata que vai fazer massagens para colocar o nervo coclear no seu sítio; depois podemos ter psicologia ou um ortopedista… tudo se conjuga. Daí não chamar medicinas alternativas, pois quando feitas por pessoas qualificadas são complementares. Em última análise o que conta é a saúde de quem aqui vem, para que sejam saudáveis. Não é apenas atenuar os sintomas, pois assim os problemas não ficam curados. Há pessoas que aparecem aqui a tomar anti-vertiginosos, porque têm nervos ou ansiedade, e não é isso que é necessário, pois só com uma correcção da articulação temporomandibular consegue-se tratar o problema e retirar todos os fármacos que as pessoas estavam a tomar.

 HS – Qual a principal mensagem que os seus profissionais passam aos pacientes?

PJ – O doente quando vem aqui tem uma resposta multidisciplinar para tratá-lo na totalidade. É o bem-estar do indivíduo no seu todo, não apenas a ausência de doença. O que importa é que se o doente tem um problema, nós temos uma equipa multidisciplinar para o ajudar. Mas também noutros aspectos, como por exemplo o facto de termos aqui um cirurgião plástico. Eu posso pôr os dentes muito bonitos, mas se a pessoa não gostar da estética dos lábios pode ter o complemento de lhe dar um novo sorriso, não só dentário mas também facial, com pequenas coisas, pequenos retoques. O que interessa é o bem-estar geral, a pessoa sair daqui a sentir-se bem.

 

HS – Sente que os seus pacientes perseguem a ideologia de ‘uma mente sã em corpo são’?

PJ – Sim, tem de se perseguir. Eu não acredito que uma mente sã prolifere num corpo doente, nem o contrário. Há pouco tempo aconteceu um evento muito engraçado com médicos estrangeiros em que se viu que era facilitador recuperar um cancro da próstata e colocar pessoas de terceira idade a praticar futebol, pois isso é motivador e fá-los realizar exercício físico. Muitas vezes as pessoas inscrevem-se no ginásio, fartam-se daquilo e vêm-se embora… Há que tentar motivar as pessoas a fazer exercício. Está-se a fazer neste momento investigação sobre a recuperação de senhoras que tiveram cancro da mama, em que a actividade física melhora muito a recuperação pós-cirúrgica e pós-tratamento. Não é só uma teoria, hoje em dia sabe-se que para ter uma mente sã é preciso ter um corpo são e a actividade física ajuda a complementar a recuperação dos doentes.

 

HS – Qual é o seu highspirit?

PJ – O meu highspirit é combater o isolamento das pessoas de idade e criar novos valores que são muito importantes para mim, a noção de família e de actividades em família. Que uma família seja uma família verdadeira em que todos possamos divertir-nos, fazer actividades e combater o isolamento, que é algo que afecta muita população.

 

HS – Porque é que Somos Por Todos?

PJ – Acho que o ser humano é um ser que precisa de todos, se as pessoas se esquecem disso começamos a ficar doentes. Numa perspectiva transversal, não há ninguém que não precise de ninguém… até de um sorriso precisamos para estarmos bem no dia. A solidariedade é dos valores mais profundos que tenho e que tento desenvolver mais.

 

 

 

 

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